Monday, October 10, 2005

Globalização - Novas tecnologias e educação

O que é globalização? E revolução técnico-científica?

A mídia estampa - nos jornais, nas revistas e nos noticiários da televisão – que vivemos, hoje, um grande processo de Globalização, Internacionalização ou Mundialização. Definir esse processo não é fácil e há várias interpretações para o conjunto a ações que interligam o mundo. De uma forma ampla pode-se dizer que a globalização corresponde a um fenômeno de Interdependência e Interligação nos campos econômicos, político, social e cultural. Nesse processo ocorre a interação acelerada dos mercados nacionais, a internacionalização da produção, do capital e sua rápida movimentação, feita por transferências e aplicações na Bolsa de Valores de todo a mundo ou pelas subsidiárias de grandes companhias para suas matizes; a difusão e incorporação de culturas, sobretudo dos países desenvolvidos, criando padrões e comportamentos no mundo inteiro, típicos de uma determinada sociedade, como por exemplo, o cinema americano, o fast-food, entre muitas outras situações .
O processo de Globalização tem trazido diversas mudanças de paradigmas (modelo; padrão protótipo) para as sociedades contemporâneas, como também provocando diversas transformações nos diversos segmentos da vida humana e na economia mundial, intensificando um crescente processo de terceirização. Os novos paradigmas da globalização estão ligados ao conhecimento (e como ele é apropriado) à tecnologia e à informação.
A Terceira Revolução Industrial ou Revolução Técnico-científica representa uma nova fase do processo de modernização industrial e tecnológica, baseada não mais nas indústrias automobilísticas e petroquímicas, como ocorria na Segunda Revolução Industrial, mas na informática, na biotecnologia, na robótica e na microeletrônica.
Enquanto na Segunda Revolução Industrial, típica do século XX, o importante era a mão-de-obra barata e as matérias-primas, na revolução técnica - cientifica o fundamental não é a mão-de-obra qualificada, com elevada escolaridade, o que implica uma depreciação dos recursos naturais e maior valorização da tecnologia.
Por esse motivo, os países que mais se desenvolveram nas últimas décadas, e também os que vão ter desempenho melhor no século XXI, são aqueles onde há ótimos sistemas escolares para população em geral, onde recursos humanos são mais qualificados.
Isso hoje é muito mais importante do que o tamanho do território ( um bom exemplo é o Japão), que a quantidade de recursos (minérios, solos) e até mesmo que a quantidade de população, pois o que interesse é a qualidade, força de trabalho qualificada e mercado consumidor (algo que pressupõe poder de compra ou aquisitivo), e não mais uma imensa massa de saldados ou de mão de obra barata, que no passado tiveram certa importância para o poderio dos estados.

Capitalismo

Capitalismo
Termos Chave utilizados no texto: Origens do sistema capitalista, características, lucros e trabalho assalariado, neocolonialismo, economia de mercado, globalização, economia, fases, história do capitalismo, ...

Origens

Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social : a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais. Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista : lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.

O período da Primeira Fase (Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo) estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas: busca dos lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais, que não acompanha necessariamente o capitalismo.

Na Segunda Fase (Capitalismo Industrial), no século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa no que se refere ao sistema de produção. Podemos citar, aqui, dois dos principais modos de produção: o taylorismo e o fordismo, que são sistemas descendentes de mudanças dessa época. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudança trouxe benefícios ( queda no preço das mercadorias), por outro a população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período.
O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas à vapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa. O capitalismo ganhava um novo formato.
Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia e a
África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram explorados pelos europeus, dentro de um contexto conhecido como neocolonialismo. As populações destes continentes, foram dominadas a força e tiveram suas matérias-primas e riquezas exploradas pelos europeus. Eram também forçados a trabalharem em jazidas de minérios e a consumirem os produtos industrializados das fábricas européias.

A Terceira Fase (Capitalismo Monopolista-Financeiro), iniciada no século XX, vai ter no sistema bancário, nas grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno funcionamento até os dias de hoje.
Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A
globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.

Muitas são as definições para o termo “Capitalismo”. Economistas, filósofos, geógrafos, historiadores, etc. preocupam-se com esse termo e procuram estuda-lo conforme o ponto de vista de sua ciência ou de sua ideologia. Capitalismo é a fase anterior ao neoliberalismo e posterior ao mercantismo, é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção. No sistema capitalista as padarias, fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre “jogo” da oferta e da procura. O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela contratação livre do trabalho.

São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores. Nos países menos desenvolvidos, parte da atividade econômica assume formas pré-capitalistas, exemplificadas pelo regime da meia ou da terça, pelo qual o proprietário de terras entrega a exploração destas a parceiros em troca de uma parte da colheita.

Outros elementos que caracterizam o capitalismo são a acumulação permanente de capital; a geração de riquezas; o papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros; a concorrência, a inovação tecnológica ininterrupta e, nas fases mais avançadas de evolução do sistema, o surgimento e expansão das grandes empresas multinacionais. A divisão técnica do trabalho, ou seja, a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo, é também uma característica importante do modo capitalista de produção, uma vez que proporciona aumento de produtividade. O modelo capitalista também é chamado de economia de mercado ou de livre empresa.

A primeira fase de expansão do capitalismo confunde-se com a revolução industrial, cujo berço foi a Inglaterra, de onde se estendeu aos países da Europa ocidental e, posteriormente, aos Estados Unidos. A evolução do capitalismo industrial foi em grande parte conseqüência do desenvolvimento tecnológico. Por imposição do mercado consumidor os setores de fiação e tecelagem foram os primeiros a usufruir os benefícios do avanço tecnológico. A indústria manufatureira evoluiu para a produção mecanizada, possibilitando a constituição de grandes empresas, nas quais se implantou o processo de divisão técnica do trabalho e a especialização da mão-de-obra.

Ao mesmo tempo em que se desencadeava o surto industrial, construíram-se as primeiras estradas de ferro, introduziu-se a navegação a vapor, inventou-se o telégrafo e implantaram-se novos progressos na agricultura. Sucederam-se as conquistas tecnológicas: o ferro foi substituído pelo aço na fabricação de diversos produtos e passaram a ser empregadas as ligas metálicas; descobriu-se a eletricidade e, principalmente, o petróleo; foram inventadas as máquinas automáticas; melhoraram os sistemas de transportes e comunicações; surgiu a indústria química; foram introduzidos novos métodos de organização do trabalho e de administração de empresas e aperfeiçoaram-se a técnica contábil, o uso da moeda e do crédito.

Na Inglaterra, Adam Smith e seus seguidores desenvolveram sua teoria liberal sobre o capitalismo. Na França, após a revolução de 1789 e as guerras napoleônicas, passou a predominar a ideologia do laissez-faire, ou do liberalismo econômico, que tinha por fundamentos o livre comércio, a abolição de restrições ao comércio internacional, o livre-câmbio, o padrão-ouro e o equilíbrio orçamentário. O liberalismo se assentava no princípio da livre iniciativa, baseado no pressuposto de que a não regulamentação das atividades individuais no campo socioeconômico produziria os melhores resultados na busca do progresso.

A partir da primeira guerra mundial, o quadro do capitalismo mundial sofreu importantes alterações: o mercado internacional restringiu-se; a concorrência americana derrotou a posição das organizações econômicas européias e impôs sua hegemonia inclusive no setor bancário; o padrão-ouro foi abandonado em favor de moedas correntes nacionais, notadamente o dólar americano, e o movimento anticolonialista recrudesceu.

Os Estados Unidos, depois de liderarem a economia capitalista mundial até 1929, foram sacudidos por violenta depressão econômica que abalou toda sua estrutura e também a fé na infalibilidade do sistema. A política do liberalismo foi então substituída pelo New Deal: a intervenção do estado foi implantada em muitos setores da atividade econômica, o ideal do equilíbrio orçamentário deu lugar ao princípio do déficit planejado e adotaram-se a previdência e a assistência sociais para atenuar os efeitos das crises. A progressiva intervenção do estado na economia caracterizou o desenvolvimento capitalista a partir da segunda guerra mundial. Assim, foram criadas empresas estatais, implantadas medidas de protecionismo ou restrição na economia interna e no comércio exterior e aumentada a participação do setor público no consumo e nos investimentos nacionais.

A implantação do modo socialista de produção, a partir de 1917, em um conjunto de países que chegou a abrigar um terço da população da Terra, representou um grande desafio para o sistema de economia de mercado. As grandes nações capitalistas passaram a ver o bloco socialista como inimigo comum, ampliado a partir da segunda guerra mundial com a instauração de regimes comunistas nos países do leste europeu e com a revolução chinesa. Grande parte dos recursos produtivos foi investida na indústria bélica e na exploração do espaço com fins militares. Essa situação perdurou até a desagregação da União Soviética, em 1991, e o início da marcha em direção à economia de mercado em países como a China.

Crítica ao capitalismo: A mais rigorosa crítica ao capitalismo foi feita por Karl Marx, ideólogo alemão que propôs a alternativa socialista para substituir o Capitalismo. Segundo o marxismo, o capitalismo encerra uma contradição fundamental entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, que conduz a um antagonismo irredutível entre as duas classes principais da sociedade capitalista: a burguesia e o proletariado (o empresariado e os assalariados).

O caráter social da produção se expressa pela divisão técnica do trabalho, organização metódica existente no interior de cada empresa, que impõe aos trabalhadores uma atuação solidária e coordenada. Apesar dessas características da produção, os meios de produção constituem propriedade privada do capitalista. O produto do trabalho social, portanto, se incorpora a essa propriedade privada. Segundo o marxismo, o que cria valor é a parte do capital investida em força de trabalho, isto é, o capital variável. A diferença entre o capital investido na produção e o valor de venda dos produtos, a mais-valia (lucro), apropriada pelo capitalista, não é outra coisa além de valor criado pelo trabalho.

Segundo os Marxistas, o sistema capitalista não garante meios de subsistência a todos os membros da sociedade. Pelo contrário, é condição do sistema a existência de uma massa de trabalhadores desempregados, que Marx chamou de exército industrial de reserva, cuja função é controlar, pela própria disponibilidade, as reivindicações operárias. O conceito de exército industrial de reserva derruba, segundo os marxistas, os mitos liberais da liberdade de trabalho e do ideal do pleno emprego.

A experiência Marxista: Depois de setenta anos de vigência, e muitas dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu em 1991. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado.

O capitalismo, no entanto, apesar de duramente criticado pelos socialistas (marxistas), mostrou uma notável capacidade de adaptação a novas circunstâncias, fossem elas decorrentes do progresso tecnológico, da existência de modelos econômicos alternativos ou da crescente complexidade das relações internacionais.

(FONTE: Disponível em: http://www.renascebrasil.com.br/f_capitalismo2.htm. [Acesso em 10.09.2005] + resumos.).

(O Ar em Movimento)


CICLONE

www.leesweather.com/ Weather_Photos.htm

Um ciclone nada mais é do que uma área (ou zona) de baixas pressões. Possui ventos em movimentos circulares cujo nome designado é vórtice (movimento forte e giratório; turbilhão).

A circulação do vento segue a direção horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte. O ar, ao movimentar-se de forma giratória, pode receber vários nomes. Por exemplo: um ciclone tropical no Oceano Índico, também pode ser chamado de sistema de baixa pressão. Outros fenômenos com fluxo ciclônico também podem ser definidos por esta mesma expressão (por exemplo, tornados....).

Os ciclones podem ser classificados como “ciclone extratropical” - que é um fenômeno que apresenta temperaturas baixas no seu interior, com ventos girando no mesmo sentido, desde a superfície até os altos níveis, sendo considerado um sistema de baixa pressão atmosférica. Pode ser chamado de extratropical baixo ou tempestade extratropical - ou “ciclone tropical” - núcleo aquecido do sistema de baixa pressão atmosférica, que se desenvolve sobre as águas tropicais e, às vezes, subtropicais, devido às altas temperaturas e umidade e que se movimenta de forma circular. No caso dos ciclones tropicais, dependendo dos ventos de sustentação da superfície (força), o fenômeno pode ser classificado como tempestade tropical, furacão ou tufão.

TORNADO

O tornado é uma coluna ondulante na vertical, com diâmetro de menos de 2km, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h. Ele ocorre com a chegada de frentes frias, em regiões onde o ar está mais quente e instável. Estima-se que a velocidade do vento dentro do funil possa atingir 450km/h ( o cálculo por meio de instrumentos é inviável, porque eles são destruídos pela força da tempestade), mas a área afetada por eles é limitada. Os tornados mais intensos costumam acontecer no centro-oeste dos Estados Unidos, no chamado “Corredor dos Tornados” (corredor geográfico nos Estados Unidos que vai do norte doTexas a Nebraska e Iowa. Em números absolutos, esta parte dos Estados Unidos registra mais tornados do que qualquer outra) e na Austrália.
Formação de um tornado: Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento (quebra) – do vento. O ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical. Então há a formação de uma área de rotação com diâmetro de 4-6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas é formada nestas áreas de extensa rotação.
A palavra tornado veio da palavra espanhola Tornada, que significa tempestade. Quando um tornado se forma sobre um corpo d'água (lago, laguna ou mar), acaba por sugar a água para seu interior, como se fosse um canudo. A água que é sugada, sobe e é arremessada a grandes distâncias. Nesses fenômenos, o tornado, que antes era puro ar em movimento, passa a ser ar e água em movimento, daí o nome "tromba d'água", visto parecer uma enorme tromba de elefante ondulando na vertical e composta de água.Tornados geralmente têm um tempo de vida de alguns minutos e raramente duram mais do que uma hora. Tornados são ventos ciclônicos que giram com uma velocidade muito grande em volta de um centro de baixa pressão. São menores que os furacões. Um tornado pode ter uma largura tanto menor do que 30 metros, quanto maior do que 2,5km. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de 160km/h. Um máximo pode deslocar-se 320km ou mais, durar até 3 horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h. O tornado percorre um caminho muito irregular. Quando o funil toca o solo, ele pode mover-se em linha reta ou descrever um trajeto Ele pode até duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis; possuem rotação em sentido anti-horário. No Hemisfério Sul, os tornados possuem rotação horária. Tudo isso devido a Força de Coriolis (Um corpo em rotação estará sujeito à ação de dois tipos de força, a Força Centrífuga que atuará na direção do raio para fora e uma outra força que tenderá a desviar lateralmente o movimento do corpo, essa última conhecida como Força de Coriolis. Devido à forma esférica da Terra, a Força de Coriolis possui um sentido no hemisfério sul e sentido oposto no hemisfério norte, sendo de intensidade nula no Equador. É por causa da força de Coriolis que grandes camadas de ar entram em movimento de rotação, originando os ciclones). Assim como os terremotos possuem a Escala Richter, a intensidade de um tornado é medida pela escala "Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale", ou seja uma escala usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado. Essa escala foi nomeada em homenagem aos dois homens que a desenvolveram: Dr. Theodore Fujita e Allan Pearson, diretores do Centro de Previsão de Tempo de Kansas City, nos EUA.

A Escala Fujita (mais comum denominada assim) está representada na tabela abaixo:



OBS: Os termos furacão, tornado, “trombas d´água”, tufão, etc., são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo, este último, um termo genérico.

Ocorrência ciclogênese tropical se deve à esses fatores:

Em águas oceânicas quentes (pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a “engrenagem” térmica do ciclone tropical. Outro fator importante é que é preciso ter uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone. (O ar, ou ainda, a atmosfera que está, imediatamente acima das águas quentes, se for seca, poderá conter mais umidade e se isso ocorrer há a possibilidade da formação de um ciclone. Ar seco pode conter umidade. Água quente pode oferecer isso ao ar seco. Acrescido de uma força Coriolis adequada, está feito um “proto – furacão”). Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera (5 km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área. (A convecção é feita por diferenças de temperatura de ar. Ar mais quente e menos denso sobe e ar mais frio e mais denso desce). Também é necessária uma distância mínima de pelo menos 500 km da linha do Equador.
No entanto, é muito importante deixar claro que ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo dos ventos (direção contrária dos ventos) nos baixos níveis.

FURACÃO

Desde o início da estação dos ciclones, que nesta região tem início, normalmente, em Junho e acaba, normalmente, no começo de Novembro, já ocorreram vários furacões, alguns deles, como o Rita (mais de 640 mil pessoas no Texas e na Louisiana ficaram sem energia elétrica devido ao furacão Rita, que atingiu a região há algumas semanas, informou a empresa Entergy Corp em comunicado oficial) e o Katrina (As perdas provocadas pelo furacão Katrina em propriedades que contam com seguro chegaram a 34,4 bilhões de dólares, confirmando assim que esse foi o desastre mais dispendioso da história dos Estados Unidos). Para os meteorologistas este número não parece normal. As previsões estimam ao todo 14 furacões anualmente na região. Na realidade, este ano parece um ano especial, pois não ocorreu nenhum em Julho, mas a atividade no mês de Agosto constitui um recorde. Em meados de Setembro foi registrado o equivalente a uma estação de ciclones completa. Nos últimos 30 anos, a média era de 10 a 11 furacões; desde 1995, esta média subiu de 12 para 14. As razões dessas alterações têm várias explicações. Para o ano atual, a ausência do El Niño sobre o Pacífico conduz a um aumento dos ciclones do Atlântico, em virtude das temperaturas oceânicas muito elevadas no Mar do Caribe, onde os ciclones surgem aproveitando essa elevação de temperatura. Com efeito, a umidade quente é o principal fator responsável pelo aparecimento dos furacões. Além do mais, alguns meteorologistas acreditam que o aquecimento global pode contribuir para o desenvolvimento desses furacões. Em defesa desta última idéia, os meteorologistas assinalam exatamente o aumento do número de furacões associando-o ao aumento da temperatura nestes últimos anos. Não há dúvida que o aquecimento global vem contribuindo efetivamente para que os fenômenos extremos ocorram com mais freqüência. O furacão é uma poderosa tempestade que produz ventos extremamente rápidos. Ele compreende, às vezes, centenas de tempestades, podendo estender-se por centenas de quilômetros. Quando o furacão alcança o continente, ele provoca chuvas torrenciais de grande intensidade num curto intervalo de tempo, inundando as cidades costeiras. Esses ciclones de grande intensidade são denominados de hurricane na América do Norte e na região do Caribe, de tufões no Sudeste asiático e de willi-willi no Oceano Índico e na Austrália. Com freqüência confunde-se tornado com furacão. Pode-se distingui-los pelo fato de o tornado constituir um fenômeno local, enquanto o furacão pode estender-se até 1.000km de diâmetro. Além do mais, o tornado é acompanhado de ventos ainda mais violentos do que o ciclone, mas ele só dura algumas horas, enquanto um furacão pode durar semanas e percorrer milhares de quilômetros. Os furacões se formam depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades. (Um furacão se "alimenta" da umidade. Se houver calor, mais umidade ele poderá "puxar", elevar para seu interior, tornando-o ainda maior e mais “poderoso”) Duas são as condições essenciais para a formação de um furacão. Em primeiro lugar, a evaporação de volume de água, além de ser suficiente, deve ocorrer acima dos oceanos, onde a temperatura varia entre 26,5º e 27ºC. Esta última condição explica por que os furacões se formam sempre próximo dos trópicos. (oceanos tropicais, no Oceano Atlântico Norte, mar caribenho, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico.)
Aliás, é o calor liberado por ocasião da condensação do vapor de água que dá ao furacão a sua potência. Em segundo lugar, a massa de tempestade deve situar-se ou se deslocar a 5º de latitude norte ou sul do equador, onde a força de Coriolis começa a ocorrer. A força de Coriolis é um fenômeno produzido pela rotação da Terra ao redor de seu eixo. Esta força induz um movimento de rotação à massa tempestuosa, que começa a se enrolar sobre si mesma no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e no sentido horário no Hemisfério Sul. À medida que se afasta do Equador, a força de Coriolis é mais intensa, de modo que a rotação das massas tempestuosas será mais rápida e os ventos se tornarão mais rápidos. Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao Norte, no Hemisfério Norte, ou ao Sul, no Hemisfério Sul. O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre. Se a trajetória do furacão o conduz para o equador, onde a força de Coriolis é nula, em conseqüência, além de perder a sua velocidade de rotação, ele se tornará uma mera massa tempestuosa. No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 km e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns deles se deslocam à velocidade de 20 a 25 km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que os fazem girar. Um fato curioso e notável é que no centro – olho do furacão – a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30 km/h.

O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa. Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis. O tufão de Bangladesh, em 1970, causou a maior taxa de mortalidade; cerca de 300 mil pessoas submergiram emvagalhões inimagináveis. Ao alcançar as camadas superiores, o vapor se condensa dando origem à água. Durante o processo, uma parte do calor existente no vapor é liberada na atmosfera, reaquecendo o ar em sua volta, que retorna a parte superior. À medida que a diferença de temperatura entre as camadas superficiais e superiores da atmosfera aumenta, maior será a possibilidade do ciclone se transformar num furacão. Uma vez formado o furacão, ocorrem ventos horizontais na superfície, cada vez mais rápidos, provocados por massas de ar que se deslocam para ocupar o espaço deixado por outras massas de ar quente que subiram para as camadas superiores da atmosfera. Os ciclones do Atlântico Norte têm sua origem no Leste da África sob a forma de grossas linhas de grãos (devido à região leste africana ser predominantemente árida, contendo muita areia dos desertos lá situados) que atravessam o continente africano em direção ao Oeste, que, em seguida, prosseguem sua rota pelo Oceano Atlântico. Se as condições são favoráveis, esses grãos se transformam em ciclones tropicais, cuja trajetória sofre a influência dos ventos situados entre o nível do oceano até 15 km de altitude.

Em outras regiões do mundo, nos Oceanos Índico e Pacífico, a origem dos ciclones é diferente. Eles se iniciam sob a forma de modestas perturbações tropicais que surgem ao nível do Equador meteorológico – uma zona que oscila de uma parte a outra do equador geográfico segundo as estações -, e ao longo do qual se elevam nuvens muito poderosas como os cumulus-nimbus e as towering cumulus, que podem atingir 13 km de altura. Uma vez formado, o ciclone se compõe de um olho – uma zona de vento fraco – de 20 a 35 km de diâmetro -, em torno do qual se situa um anel de nuvens de 1000 km a 2000 km diâmetro. Nessas nuvens muito elevadas e muito densas sopram ventos superiores a 120 km/h e que podem ultrapassar os 300 km/h. Esta velocidade é que define o fenômeno. Abaixo de 60 km/h tem-se uma depressão tropical; entre 60 e 120 km/h uma tempestade tropical; acima de 120 km/h tem-se o ciclone. O número total de ciclones que ocorrem no Planeta varia muito pouco, entre 80 a 90 anualmente. As sete zonas onde surgem estes fenômenos não mudam muito: o Oceano Atlântico Norte, o Pacífico Nordeste, o Pacífico Noroeste, o Pacífico Sul, Índico Norte, o Índico Sudoeste e o Oceano Índico Sudeste.
O furacão com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora ou mais, foi classificado no início dos anos 70 por Herbert Saffir, engenheiro consultor, e Robert Simpson, então Diretor do National Hurricane Center(Centro Nacional de Furacões) - USA, que desenvolveram a tabela SAFFIR-SIMPSON, como medida de intensidade de um furacão numa classificação de 1 a 5. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica, na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar.

OBS: imagens de satélite de um furacão. Nas fotos, percebe-se o olho da tempestade em franca formação.


A temporada de furacões no Atlântico Norte e no Caribe começou, teoricamente, dia 1º de junho e deve durar até 30 de novembro. Todo furacão é um ciclone. Mas se todo furacão é ciclone, nem todo ciclone é furacão. Para ser chamado de furacão, o ciclone precisa se formar próximo à Linha do Equador, região de clima mais quente. Quando se forma longe dessas áreas, em águas frias, ele é chamado de ciclone extratropical.
Na costa brasileira, o ciclone extratropical é bastante comum. Acontece, e sempre aconteceu. Toda frente fria está associada a um ciclone. Toda vez que a gente tem ressaca no litoral brasileiro, são os ciclones que causam. Só que, normalmente, eles acontecem em mar aberto, distantes do continente.



EXEMPLOS E CURIOSIDADES

. O Katrina atingiu o grau máximo nessa escala: cinco. Mas todas as regras têm suas exceções. O Catarina, fenômeno que atingiu o litoral sul do Brasil em 2004, começou como ciclone extratropical. Mas, à medida que foi evoluindo, ganhou características incomuns e, depois de muita polêmica, recebeu nova classificação: efetivamente, após muitas análises, o Catarina foi um furacão.

Outra curiosidade sobre os furacões e tempestades tropicais é a origem dos nomes. O primeiro fenômeno do ano ganha obrigatoriamente um nome que começa com a letra "A". E os nomes são, alternadamente, masculinos e femininos. Depois do furacão Katrina, houve a tempestade tropical Lee, masculino.

OBS: Mas o conhecimento cada vez maior de meteorologia de nada adianta se não for acompanhado por um planejamento eficaz para enfrentar os fenômenos. Por exemplo: o Katrina, que havia perdido força depois de sua passagem pela Flórida, foi muito mais devastador em Nova Orleans porque destruiu os diques que protegiam a cidade. As imagens de satélite mostram a cidade antes e depois da passagem Katrina: áreas inteiras ficaram totalmente submersas.
Há pelo menos três anos, especialistas americanos alertavam para o risco de destruição da cidade em caso de furacão, caso nada fosse feito para resolver o problema da precariedade dos diques. É mais ou menos como acontece no Brasil toda vez que chega a época de chuvas. Apesar de todos os alertas, as pessoas que vivem precariamente nas encostas é que sofrem com as forças das águas.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões - no Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E; tufões - no Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data;

Ciclone tropical severo - no Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;tempestade ciclônica severa - no Oceano Índico Norte;

Ciclone tropical - no Oceano Índico Sudoeste.

- Um centro de baixa pressão passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície: máximo até 17 m/s

- depressões tropicais; máximo entre 18 e 32 m/s

- tempestade tropical; máximo acima de 33 m/s - furacões, tufões...

-CICLONE MAIS DEVASTADOR O pior ciclone de que se tem conhecimento ocorreu em 12 de novembro de 1970 no Paquistão Oriental, quando morreram entre 300 e 500 mil pessoas. Foram registrados ventos de até 240km/h e uma onda de 15 m de altura atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do ganges e as ilhas do Bhola, Hatia,kukri mukri e manpura.

-MAIOR NÚMERO DE MORTOS EM UM TORNADO

Um tornado que atingiu Shaturia , Bangladesh, a 26 de abril de 1989, matou em torno de 1.300 e desabrigou 50 mil pessoas.

-MAIORES DANOS MATERIAIS POR UM TORNADO

Uma série de tornados que atingiram os estados de Indiana, Wisconsin, Illinois, Iowa, Michigan e Ohio, nos EUA, em abril de 1985 , matou 271 pessoas , feriu milhares de outras pessoas e causou prejuízos de mais 400 milhões.

-MAIOR NÚMERO DE DESABRIGADOS POR UM TUFÃOO tufão "Ike", com ventos de 220Km/h, que atingiu as Filipinas a dois de setembro de 1985, matou 1363 pessoas, feriu 300 e deixou 1,12 milhões de desabrigadas.

-MAIOR NÚMERO DE MORTOS EM UM TUFÃO
Cerca de 10 mil pessoas morreram em virtude de um tufão, com ventos de até 161Km/h, que atingiu Hong Kong em 18 de setembro de 1906.


http://www.library.com.br/

Obs. Um único ciclone que atingiu Bangladesh em 30 de abril de 1990 causou a morte de 139 mil pessoas.

“A EVOLUÇÃO DO ESTADO”, POR CARLOS ALBERTO SILVA JÚNIOR

Conceito de Estado: Nação politicamente organizada por leis próprias. Terras ou países sujeitos à mesma autoridade ou jurisdição. Conjunto de poderes políticos de uma nação. Divisão territorial de certos países.
(HOUAISS, Antônio. Dicionário Melhoramentos da Língua Portuguesa. São Paulo: Veja, 1988).
Hoje vivemos numa sociedade que tem os ideais de Estado baseado nos princípios da Revolução Francesa: o Estado formado de soberania, do território e dos cidadãos. Na pré-história, não se tinha a idéia de Estado. A sociedade era patriarcal e os povos eram nômades.

Com a invenção da escrita, pôde-se constatar que o primeiro Estado a surgir foi o da Civilização Egípcia (3200a.C – 525a.C) na qual o faraó era o poder supremo. Todas as terras eram do faraó e a população utilizavam-nas e pagavam tributos por elas, era o chamado sistema de servidão coletiva. O faraó também era o elemento religioso máximo, sendo cultuado como um deus-vivo.

Na Mesopotâmia, terras férteis que eram localizadas entre os rios Tigre e Eufrates, desenvolveram-se importantes civilizações: sumerianos, acadianos, assírios e primeiro e segundo impérios babilônicos. Entre os sumerianos e acadianos (antes de 2000a.C) predominava a existência de cidades-Estados. Logo, o Estado era descentralizado. Cidades como Ur, Uruk, Nipur e Lagash são exemplos de cidades-estados autônomas e independentes que se formaram devido ao inchaço populacional. A criação destas favoreceu o controle da população, criação de defesa militar e a aparição de uma autoridade – o patesi, supremo-sacerdote e chefe militar absoluto – que governava a mesma. As muralhas das cidades tinham grande importância para ela, pois faziam a proteção e o controle dos cidadãos e servos. A partir do Primeiro Império Babilônico, Império Assírio e Segundo Império Babilônico o poder tornou-se centralizado na mão de um rei. A economia extremamente agrária desenvolvia-se no modo de produção asiático (sistema de servidão coletiva).
Outra civilização a constituir um Estado, foram os hebreus que chegaram à Palestina antes de 2000a.C e sua sociedade era patriarcal. O primeiro patriarca dos hebreus foi Abraão. Com a ameaça de invasão por povos vizinhos, foi estabelecido o regime monárquico na região. O primeiro rei foi Saul, seguido por Davi e Salomão. Após a morte de Salomão, o Estado se fragmentou em doze tribos, cada uma chefiada por cada um dos doze descendentes de Jacó, o que os enfraqueceu, pois ficavam mais susceptíveis a ataques de civilizações vizinhas.
A civilização Fenícia, localizada às margens orientais do Mar Mediterrâneo, tinha como organização a forma de cidades-Estado autônomas e independentes controladas por uma elite mercantil (talassocratas). As cidades eram de duas formas: monárquicas ou republicanas, e a alta cúpula social era composta de: mercadores, proprietários de navios e sacerdotes.
A civilização Medo-Persa era formada por pequenas tribos que habitavam uma região que hoje seria o planalto do Irã. Uma tribo se sobressaiu e conquistou todas as outras dando origem ao Império Persa (559a.C – 330a.C). Ciro I, como imperador, conquistou toda a Ásia Menor. O apogeu do Império Persa deu-se durante o governo de Dario I e, após sua morte, deu-se a decadência do império até 330a.C quando o macedônio Alexandre Magno (ou Alexandre o Grande) conquistou a Pérsia. Já naquela época existia a visão de que território era sinônimo de poder, logo era comum os confrontos militares.
A organização política da civilização Grega inicialmente era dividida em genos – famílias coletivas constituídas por um grande um grande número de pessoas sob liderança de um patriarca – formando as comunidades gentílicas. Em razão das sucessivas guerras entre os genos, estes foram se agrupando formando fratrias, estas se uniam formando tribos, estes se uniam formando demos, que por fim, se uniam formando as cidades-Estados. A cidade-Estado de Esparta era formada por uma diarquia, ou seja, dois reis governantes que tinham suas funções militares e religiosas; as funções executivas eram exercidas pelo Eforato, composto por cinco membros eleitos anualmente que administravam os negócios públicos e fiscalizavam a vida dos cidadãos. Nota-se aqui, que o Estado influía diretamente no cotidiano da população. Havia ainda a Gerúsia, que era um conselho de 28 anciãos que tinham funções legislativas e fiscalizar a diarquia. A Ápela ou assembléia popular era formada por cidadãos maiores de trinta anos e tinha função de votar as leis e eleger os gerontes. Já a cidade-Estado da Atenas a monarquia perdurou por muito tempo, até que os aristocratas dividiram o poder em nove arcontes: um tinha o poder militar e de julgar estrangeiros, outro detinha o poder religioso e outros seis tinha o poder judiciário sobre os cidadãos e comerciantes.(com os gregos e posteriormente com os romanos, então, é que verificamos a utilização do sistema democrático,). Foi criado também o areópago, conselho que controlava as ações dos arcontes. Nota-se que a Grécia já se organizava com divisão dos poderes Legislativo e Executivo, sendo o primeiro exemplo de Democracia na história da humanidade – democracia que vem do latim demo = povo e cracia = escolha, sendo assim governo escolhido pelo povo. Já nas primeiras cidades-Estado, podemos verificar a segregação social, a marginalização e diferenciação pelo poder econômico, no entanto, importantes legisladores como Drácon, que organizou e registrou por escrito as leis – estas que baseavam-se na tradição oral -, criando o Código Legal de Drácon, e Sólon, que implantou significativas reformas a favor da classe marginal grega: thetas e georgóis, reorganizaram a sociedade diminuindo os privilégios da aristocracia.
A civilização Romana estabeleceu-se na península Itálica e foi fundada por volta de 1000a.C . Da fundação até 509a.C o Estado Romano era monárquico no qual os rei acumulavam as funções executivas, judiciárias e religiosas. O Senado controlava o poder do rei, ficando com as funções legislativas, e a Assembléia era composta por todos os cidadãos em idade militar. A sociedade era dividida em: patrícios, a aristocracia; plebeus, população livre mas não eram considerados cidadãos; clientes, indivíduos subordinados a alguma família patrícia; e escravo. De 509a.C a 27a.C houve o período de República, no qual o Senado era o órgão máximo. Como somente os patrícios tinham acesso ao Senado, houve revoltas promovidas pelas classes mais baixas até que os plebeus tivessem alguma representação política no Senado. Nessa época ocorreu o expansionismo romano. Após anos de lutas entre patrícios e plebeus, o Senado criou o primeiro triunvirato que dividia os domínios romanos para três generais: Júlio César, Pompeu e Crasso. Após disputas entre eles pelo comando único Crasso e Pompeu morrem e mais tarde Júlio César é assassinado em pleno Senado. Elege-se então Marco Antônio, Otávio e Lépido para formar o segundo triunvirato. Otávio se destaca e declara guerra a Marco Antônio, sai vencedor e se torna o primeiro imperador de Roma. O Império durou de 27a.C a 476d.C. O Estado era todo centralizado na mão do imperador, que sobrepunha-se até mesmo ao Senado; ele podia nomear senadores, comandar exércitos e até mesmo interferir nas questões religiosas. Durante o Alto Império ocorreu o apogeu da civilização romana, e no Baixo Império, a sua decadência.
Durante a Idade Média houve a total descentralização política do Estado e a implantação do modo de produção feudal com mão de obra servil, ou seja, o poder sai das mãos do rei (ou imperador) e passava para os senhores feudais, sendo estes a autoridade máxima de seu feudo. Não havia mais a idéia de Estado, e sim a de um pedaço de terra onde o dono, senhor feudal, manda; os servos, que pagavam tributos, obedecem; a nobreza, parentes do senhor feudal, aproveita; e o clero enriquece. Os únicos donos de terras na Idade Média eram os senhores feudais e o clero, sendo este último detentor de toda a cultura e moral da época. Os servos eram totalmente marginalizados cabendo-lhes apenas o trabalho braçal. Sobre a questão dos muros feudais, que eram meio de divisão e defesa dos feudos, eles eram a divisão entre o suserano (senhor feudal) e os vassalos (servos). O lado protegido, dentro das muralhas, cabia à morada do senhor feudal, sua família, suas terras de plantações e ao clero; do lado de fora, nos arredores das muralhas, localizava-se a vassalagem, suas moradias e terras para cultivo de subsistência.
Com a ascensão da classe burguesa e o surgimento de um novo modo de produção: o mercantilismo, o feudalismo não convinha aos burgueses; então, estes patrocinaram o renascimento dos reis na Europa para formar um Estado de moeda e tributos únicos, facilitando assim o capitalismo mercantil que eles vinham desenvolvendo. Isso resultou na criação de Estados Absolutistas – Reinos – por toda a Europa, no qual o rei tinha todo o poder centralizado em sua figura, ou seja, este decidia sobre todos os assuntos e, inclusive, proclamava-se o representante de Deus na Terra. Na Segunda metade do século XVIII deu-se início à ruína do regime monárquico.
A ascensão das idéias iluministas desmoralizaram os Estado Absolutistas e instigaram as revoluções burguesas. Defensores do liberalismo econômico e de diferentes doutrinas sociais ganharam espaço e impulsionaram revoluções como: Revolução Industrial, Revolução Inglesa, Independência dos Estado Unidos e Revolução Francesa. Os Reinos deram lugar aos Países com os ideais nacionalista atuais, houve então novamente, a descentralização do poder. A maioria dos países adotou a divisão de poderes aos moldes da Revolução Francesa: a divisão do poder Executivo, Legislativo e Judiciário; e outros, como a Inglaterra, reformou a monarquia tornando-a parlamentar, na qual o rei detinha somente o poder executivo.
Desde que o homem é homem, houve sempre uma hierarquização da sociedade; isto é inerente da condição humana. A formação dos Estados se deu por necessidade e troca, na qual a população cede o poder ao governante e este tem o dever de amparar a população. Os modelos de Estado se adequavam a necessidade da população e esta se organizava conforme a hierarquia imposta pelo Estado.
Ainda hoje vemos guerras civis em razão de diferentes etnias serem obrigadas a conviver sob o nome de um único Estado, isto ainda é comumente visto na África e era uma problemática muito saliente na Iugoslávia, Sérvia, Bósnia e região de Kosovo. No Oriente Médio há a questão árabe-israelense, na qual o povo palestino luta para sair da sombra do Estado de Israel e, finalmente, ter o reconhecimento de um Estado próprio.

Os desertos


Em geografia, um deserto é uma forma de paisagem ou região que recebe pouca precipitação pluviométrica, menos de 100 mm. As paisagens desérticas têm alguns elementos em comum. O solo do deserto é principalmente composto de areia, e dunas podem estar presentes. Paisagens de solo rochoso são típicas, e refletem o reduzido desenvolvimento do solo e a escassez de vegetação. As terras baixas podem ser planícies cobertas com sal – Atacama - Os processos de erosão eólica são importantes fatores na formação de paisagens desérticas.
Os desertos algumas vezes contêm depósitos minerais valiosos que foram formados no ambiente árido ou que foram expostos pela erosão. Por serem locais secos, os desertos são locais ideais para a preservação de artefatos humanos (porque nesses ambientes não há a ação das águas, grandes responsáveis pelo transporte de todos os tipos de materiais) e fósseis.


Características gerais – Os desertos possuem índices pluviométricos baixíssimos: menos de 100 mm de chuva anuais nas porções hiperáridas, menos de 250 mm nas partes áridas e entre 250 mm e 500 mm nas regiões semi-áridas. A grande maioria dos desertos do mundo é quente, mas existem também alguns desertos frios. Podem ser de dunas de areia, como o Takli Makan, no norte da China; de montanhas rochosas, como Gobi, situadas entre a Mongólia e o nordeste da China; ou mistos formados por uma combinação de dunas e montanhas. São poucas as espécies animais e vegetais adaptadas à escassez de água. Entre os animais destacam-se alguns mamíferos – como o camelo –, répteis e aracnídeos. Os tipos de vegetação mais freqüentes nas áreas desérticas são as estepes e a caatinga.
Solos - Os solos que se formam em climas áridos são predominantemente minerais com pouca matéria orgânica. A repetida acumulação de água em alguns solos forma muitos depósitos de sal. O carbonato de cálcio precipitado de uma solução pode cimentar areia e cascalho em blocos duros, que chegam a ter espessuras de até 50 metros.
O
caliche é um depósito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. Ele normalmente ocorre em forma de nódulos ou como cobertura de grânulos minerais formados pela complicada interação entre a água e o gás carbônico liberado pelas raízes das plantas ou pela decomposição de matéria orgânica.

Vegetação - A maioria das plantas do deserto são tolerantes à seca e à salinidade, tais como as xerófitas (Planta de clima seco capaz de conservar água por mais tempo do que as demais, mediante adaptações estruturais como densa pubescência, espessamento epidérmico e revestimentos resinosos que retardam a transpiração. São também xerófitas certas plantas de mangue, que têm a absorção da água dificultada pelo excesso de sal. Algumas armazenam água em suas folhas, raízes e caules. Outras plantas do deserto têm longas raízes que penetram até o lençol freático, firmam o solo e evitam a erosão. Os caules e folhas de algumas plantas reduzem a velocidade superficial dos ventos que carregam areia, protegendo assim o solo da erosão.
Os desertos normalmente têm uma cobertura vegetal esparsa porém muito diversificada. O d
eserto de
Sonora no sudoeste americano tem a vegetação desértica mais diversificada). O gigantesco cactus saguaro fornece ninhos às aves do deserto e funciona como "árvore". O saguaro cresce lentamente mas pode viver 200 anos. Aos 9 anos, ele tem cerca de 15 cm de altura.

Água - A chuva às vezes cai nos desertos, e tempestades no deserto freqüentemente são violentas. Um recorde de 44 mm em 3 horas de chuva já foi registrado no Saara. Grandes tempestades no Saara podem despejar quase 1 mm de chuva por minuto. Canais normalmente secos, chamados de arroios ou wadis, podem encher após chuvas pesadas, e chuvas rápidas os tornam perigosos.
Apesar de poucas chuvas caírem nos desertos, estes recebem água corrente de fontes efêmeras, alimentadas pela chuva e neve de montanhas adjacentes. Estas torrentes enchem os canais com uma camada de lama e freqüentemente transportam consideráveis quantidades de sedimento por um ou dois dias. Apesar de a maioria dos desertos se situarem em bacias com drenagem fechada ou interior, uns poucos desertos são atravessados por rios com nascentes e parte do curso fora da área desértica.
Lagos se formam onde a chuva ou água de degelo no interior das bacias de drenagem é suficiente. Os lagos dos desertos são geralmente rasos, temporários e salgados. Por serem rasos e terem uma profundidade reduzida, a força do vento pode fazer as águas do lago se espalharem por vários quilômetros quadrados. Quando os pequenos lagos secam, deixam uma crosta de sal no fundo. A área plana formada com argila, lama ou areia encrustrada com sal, é conhecida como salar, ou, no México, "playa. Muitas são relíquias de grandes lagos que existiram durante a última
era glacial, quase 12.000 anos atrás. O Lago Bonneville era um lago com 52.000 km2 e quase 300 metros de profundidade entre Utah, Nevada e Idaho durante a última glaciação. Hoje os remanescentes do Lago Bonneville incluem o Grande Lago Salgado em Utah, o Lago Utah e o Lago Sevier. Como as "playas" de hoje são solos áridos formados durante um passado mais úmido, elas contêm pistas úteis sobre as mudanças climáticas.

Desertos quentes – Caracterizam-se pelos contrastes térmicos entre o dia, extremamente quente, com temperatura que pode atingir mais de 50°C, e a noite, bastante fria em virtude da baixa umidade relativa do ar e da irradiação do calor para a atmosfera. A maior parte dos desertos quentes do mundo, como o Saara e o Kalahari, no sudoeste da África, concentra-se ao longo dos trópicos de Câncer, no hemisfério norte, e de Capricórnio, no hemisfério sul. Essas regiões são propícias à aridez porque se localizam em zonas de alta pressão, onde o ar permanentemente seco impede a ocorrência de chuva. Já os desertos costeiros, como o da Namíbia, no sudoeste da África, e o Atacama, no norte do Chile, se originam da presença de correntes oceânicas frias, que inibem as precipitações. O Atacama é o recordista mundial em aridez: durante 45 anos, entre 1919 e 1964, não recebeu uma gota de chuva. Há também desertos próximos das cadeias montanhosas, que retêm a umidade, impedindo as precipitações. Um exemplo é o deserto da Grande Bacia, no sudoeste dos EUA. Desertos frios – Apresentam temperatura média anual inferior a 18°C. Resultam dos mesmos fatores que originam os desertos quentes, mas são frios porque se localizam em regiões de média latitude (entre 40°C e 60°C). A aridez da Patagônia (sul da Argentina) e do deserto de Gobi, por exemplo, decorre da existência de cordilheiras. No caso de Gobi, a continentalidade, ou seja, a distância dos oceanos, também contribui para a falta de chuva.

Alguns desertos no mundo:

Américas:

· Deserto de Atacama no Chile (América do Sul)
·
Mojave, Sonora, Chihuahua (América do Norte)

África:

· Deserto da Líbia
·
Kalahari
·
Saara
·
Namib ou Deserto da Namíbia

Ásia-Pacífico:

· Deserto de Gobi ou deserto da Mongólia; Taklamakan (na China).
· Deserto de
Kara Kum na Ásia Central.
· Kyzyl Kum no
Casaquistão e Uzbequistão
·
Negev no sul de Israel
· Deserto da
Judéia leste de Israel e da Palestina
· Os desertos da
Austrália

Deserto do Saara - É o maior deserto do mundo, localizado no Norte de África, com uma área total de 9,065,000 km2, sendo apenas um pouco menor que a Europa (10,400,000 km2). O nome Saara é uma transliteração do arábico, que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). Vivem cerca de 2,5 milhões na área do Saara, distribuídas pela Mauritânia, Marrocos, Líbia, Egito, Mali, Níger, Argélia, Tunísia, Sudão e Chade.
As fronteiras do Saara são: o
Oceano Atlântico a oeste, as montanhas do Atlas e o Mar Mediterrâneo a norte, o Mar Vermelho a este e o vale do Rio Niger a sul.
O Saara divide o continente africano em 2: Africa Norte e Sub-Saariana . A fronteira saariana ao sul é marcada por uma faixa semi-árida de savanna chamada Sahel, e ao sul de Sahel encontra-se o Sudão. Os humanos viveram na extremidade do deserto por quase 500 mil anos. Durante a última Era do Gelo, o deserto do Saara foi mais úmido (Como o Leste africano) do que é agora. Fósseis de dinossauros foram encontrados aqui. O Saara moderno, geralmente, é isento de vegetação exeto no vale do Nilo, poucos oásis e algumas montanhas dispersas.

A desigualdade mundial

O aumento da desigualdade social deve-se ao aumento da desigualdade no seio dos países e ao aumento da desigualdade entre os países, sendo a contribuição desta última a mais importante. A que mais causa "espanto", já que diferença entre o rico e o pobre em países pobres é a mais gritante. O lento crescimento dos rendimentos rurais per capita de países asiáticos demograficamente importantes – como a China, a Índia e Bangladesh -, comparado com o ritmo rápido de crescimento dos rendimentos médios dos mais importantes paises da OCDE ( Organização para a cooperação e desenvolvimento econômico ) o maior dinamismo dos rendimentos da China urbana face aos seus congéneres rurais, são apontadas como as principais razões para o aumento do índice de Gini (comparação dos 20% mais pobres com os 20% mais ricos) É igualmente realçado que a evolução da desigualdade mundial depende em grande parte do que acontece às posições relativas da China e da Índia (que conjuntamente representam cerca de 40% da população mundial), de um lado do espectro, e dos EUA, Japão, França e Alemanha, do outro lado.
1% da população mundial (quase 50 milhões de pessoas), no topo da distribuição do rendimento, recebe uma fatia deste igual à dos 57% mais pobres (2,7 mil milhões de pessoas)

Um americano com o rendimento médio dos dez por cento mais pobres do seu país encontra-se em melhor situação que dois terços da população mundial.O rendimento agregado do 25 milhões de americanos mais ricos é igual ao rendimento agregado das duas mil milhões de pessoas mais pobres do mundo. 75 por cento da população mundial recebe 25 por cento do rendimento mundial ajustado em paridades de poder de compra.

A fome pode ser do tipo “oculta” e atinge uma em cada quatro pessoas no mundo, independente da classe social. É lenta e silenciosa e não apresenta sintomas aparentes á curto prazo. Já a fome absoluta é um dos mais relevantes, se não o maior, problemas da humanidade e vem assolando o mundo desde a criação da sociedade, a partir daí só aumentou, juntamente com a desigualdade entre os indivíduos. A fome não é só um problema de escassez de alimentos, mas assim como a pobreza, um fenômeno social generalizado e estrutural, produzido para sustentar o modo de produção capitalista, não se restringindo apenas a uma localidade, mas ao mundo inteiro. A Fome, por ser um tema multidisciplinar (abordada pela Nutrição, Medicina, Biologia, Economia, Geografia, Sociologia), trás consigo grandes problemáticas provenientes da variedade de conceituações e metodologias existentes. Os dados são complexos e não são compatíveis quando oriundo de diferentes disciplinas e métodos de pesquisa, podendo relevar discrepâncias entre si, aumentando a descrença sobre eles. Os fenômenos da fome e da subnutrição são de difícil mensuração, por causa dos variados e complexos conceitos e metodologias utilizados, visando os diferentes objetivos de cada ramo da ciência. E, também, por causa do "espanto" em se divulgar que tantos morrem de fome no mundo, tendo tanto alimento disponível.
Os números são gritantes, cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto, 1 bilhão de analfabetos, 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menos que 275 dólares, 1,6 bilhão sem água potável, 1 bilhão de pessoas passando fome, 150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (um para cada três no mundo), 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida, No Brasil, os 10% mais ricos detêm quase toda a renda nacional.

Entre as causas naturais estão o clima, a seca, as inundações, os terremotos e as pragas de insetos e as enfermidades das plantas. Já as causas humanas são a instabilidade política, a ineficácia e má administração dos recursos naturais, a guerra e os conflitos civis.

O difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, pelos sem-terras ou pela população em geral
As invasões
Deficiente planificação agrícola
A injusta e antidemocrática estrutura fundiária, marcada pela concentração da propriedade das terras nas mãos de poucos
O contraste na concentração da renda e da terra num mundo subdesenvolvido;
A destruição deliberada das colheitas
A influência das transnacionais de alimentos na produção agrícola e nos hábitos alimentares das populações de Terceiro Mundo
A utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas relações entre os países
A relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deteriorização cada vez mais elevada do seu nível alimentar
A relação entre cultura e alimentação

Caro leitor, o senhor (a) já sentiu fome? Pense bem, pois embora a resposta possa ser afirmativa, a grande maioria na verdade sentiu apenas apetite, e não sabe o que é fome de verdade, que é passar sem comer por um longo período de tempo. Fome é não ter força nem para se movimentar. Agora eu lhe pergunto novamente: já sentiu fome?

Causas da fome crônica e desnutrição: Pobreza, distribuição ineficiente de alimentos, reforma agrária precária, crescimento desproporcional da população em relação à capacidade de sustentação.

Cerca de 5 a 20 milhões de pessoas falecem por ano por causa da fome e muitas delas são crianças. As conseqüências imediatas da fome são a perda de peso nos adultos e o aparecimento de problemas no desenvolvimento das crianças. A desnutrição, principalmente devido a falta de alimentos energéticos e proteínas, aumentam nas populações afetadas e faz crescer a taxa de mortalidade, em parte, pela fome e, também, pela perda da capacidade de combater as infecções.

Alterar essa situação significa alterar a vida da sociedade, o que pode não ser desejável, pois iria contrariar os interesses e os privilégios em que se assentam os grupos dominantes. É mais cômodo e mais seguro responsabilizar o crescimento populacional, a preguiça do pobre ou ainda as adversidades do meio natural como causas da miséria e da fome no Terceiro Mundo.

A água


"A água é o constituinte mais característico da terra. Ingrediente essencial da vida, a água é talvez o recurso mais precioso que a terra fornece à humanidade. Embora se observe pelos países mundo afora tanta negligência e tanta falta de visão com relação a este recurso, é de se esperar que os seres humanos tenham pela água grande respeito, que procurem manter seus reservatórios naturais e salvaguardar sua pureza. De fato, o futuro da espécie humana e de muitas outras espécies pode ficar comprometido a menos que haja uma melhora significativa na administração dos recursos hídricos terrestres."
(J.W.Maurits la Rivière, Ph.D. em Microbiologia, Delft University of Technology, Holanda)
Esta citação demonstra em poucas palavras a grande importância que a água tem na nossa vida. Não é necessária a opinião de um grande especialista para que formemos uma opinião significativa sobre a água, basta que simplesmente pensemos no quanto a água faz falta após algum período de stress físico, como jogar futebol, por exemplo. Já há provas concretas de que a água se esgotará em breve devido ao mal uso que fazemos dela e até pela falta de manutenção e importância dada à ela. Esse bem, com o tempo, se tornará mais valioso do que o ouro ou o diamante e a riqueza de um povo será medido em ÁGUA, e ela será motivo de guerras, devido à sua importância.
A água é estudada como sendo a união dos elementos químicos hidrogênio e oxigênio na proporção de 2 moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio, podendo assumir três estados diferentes: sólido, líquido e gasoso. Porém, no tocante a vida do homem, temos que considerar sua importância na manutenção da vida, sendo que a água, que antes era considerado um bem inesgotável, agora se mostra frágil diante das “loucuras” do ser humano.
A questão da água no mundo
Classicamente a água é estudada, na escola da seguinte maneira: 97,5 ( água disponível na terra, é salgada e esta em mares e oceanos ); 2,493 ( se encontra em geleiras e regiões subterrâneas, de difícil acesso ); 0,007 ( água doce, encontrada em rios, lagos e na atmosfera, de fácil acesso para o consumo do ser humano ).
Todo mundo sabe que é indisponível para o ser humano. Porém, milhares de pessoas morrem por não a tomarem, ou até são internados em hospitais causadas por doenças que este líquido traz quando não é devidamente preservada ou respeitada.
Estudiosos estimam que cerca de 1,35 milhões de quilômetros cúbicos é o volume total da água na terra. Como tudo tem um ciclo, a água também tem e se chama ciclo hidrológico ou ciclo da água, que é mais ou menos assim: a água se precipita (“cai”) em forma de chuva ou neve. Vai até a atmosfera por meio da evaporação. Uma parte da água precipitada é absorvida por vegetais e microorganismos, mas sua maior parte é escoada para o mar. A generosidade da natureza fazia crer em inesgotáveis mananciais, abundantes e renováveis. Hoje, o mau uso, aliado à crescente demanda pelo recurso, vem preocupando especialistas e autoridades no assunto, pelo evidente decréscimo da disponibilidade de água limpa em todo o planeta. A quantidade de água total não aumenta nem diminui no planeta, porém a quantidade de água doce existente disponível, cada vez piora mais gradativamente, dia-a-dia, bem como a qualidade desejável por todos nós. No país em que vivemos, a situação é: 70%da água disponível para uso está situada na região amazônica; detém 11,6% da água doce superficial do mundo; e os outros 30% restantes estão distribuídos desigualmente no país, para atender 93% da população.
Existem já algumas alternativas para que se contorne o problema da falta de água no planeta, a primeira e mais óbvia (mas pouco utilizada) é a conscientização das pessoas, segundo é a dessalinização da água do mar, mas este é um processo muito caro e por isso ainda pouco visado, uma outra oportunidade seria derreter parte dos icebergs (pouco provável). As calotas polares vêm derretendo por causa do processo de verticalização do eixo da Terra, mas essa água se junta a toda a água salgada do planeta, tornando-a imprópria para o consumo, então, o melhor ainda seria um processo de conscientização das pessoas para que se dêem conta de que a água potável irá acabar.
Existem muitas pessoas que já falaram na possibilidade de países como EUA estarem de olho na Amazônia devido a grande abundância de água, se for verdade, é mais um motivo para que tomemos conta do que é nosso mas mantendo em bom estado de conservação.
O governo tem que voltar seus olhos para lugares que ainda tenha água boa para consumo e participar de projetos que visem a conservação desses ligares, como é o caso do aqüífero Guarani que é um exemplo9 clássico de contribuição da natureza. É um lugar que possui um filtro natural e conserva a água livre de impurezas mas que devido a poluição e outros agentes externos, está ameaçada. Então, que o governo ajude a conservar tais lugares enquanto recupera os que estão em estado de degradação total como é ocaso do lago Guaíba.
A água e o desperdício
Para que se tenha uma noção do desperdício diário de água leia o seguinte trecho:
“No Brasil, o desperdício de água chega a 70% e nas residências temos até 78% do consumo de água de uma residência sendo gasto no banheiro. Tudo isto pode mudar com simples mudanças de hábitos. Veja os exemplos a seguir:
- Ao lavar louças: Lavar a louça com a torneira de pia meio aberta, durante 15 minutos, gasta 243 litros de água. Medida prática para economizar: Primeiro escovar e ensaboar louças e talheres e depois enxaguar tudo de uma só vez.
- Ao apertar a descarga: Uma válvula de privada no Brasil chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto. Por isso aperte apenas o tempo necessário e não jogue lixo na privada.
- Durante a escovação dos dentes: Escovar os dentes com a torneira aberta gasta até 25 litros. O certo é primeiro escovar e depois abrir a torneira apenas o necessário para encher um copo com aquantidade necessária para o enxágue.
- Durante o banho: Um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos de, no máximo, 5 a 15 minutos economizam água e energia elétrica.Lavando o automóvel: Para o automóvel, o correto é a utilização de balde ao invés de mangueira. Uma mangueira ligada o tempo todo durante a limpeza do automóvel consome até 600 litros de água. Com um balde, no m,áximo, 60 litros.
- Ao usar as torneiras: Uma torneira aberta gasta 12 a 20 litros por minuto e pingando 46 litros por dia.
- Lavando calçadas: Muitas pessoas costumam utilizar a mangueira como vassoura e desperdiçam muita água durante a lavagem das calçadas. O certo é utilizar vassoura e quando necessário um balde ao invés de deixar a mangueira aberta o tempo todo gastando até 300 litros de água.”
Gotejamento ( 46 litros)

Abertura de 2mm(4.512 litros)

Abertura de 6mm(16.400 litros)

Abertura de 12mm ( 33.984 litros)

Água e saúde (etapas de tratamento)
1) Captação: A água é captada no manancial e passa por gradeamento, que retém sólidos de maior volume, para depois ser conduzida às ETAs.
2) Floculação: Aplicação de coagulante primário (como sulfato de alumínio) que tem a função de coagular e aglutinar as partículas sólidas em suspensão, formando flocos que crescem e adquirem peso.
3) Decantação: Os flocos sofrem redução na velocidade de escoamento, sedimentando no fundo do decantador.
4) Filtração: As partículas finas que não sedimentam na decantação são retiradas nas unidades de filtração.
5) Desinfecção: Adição de agentes desinfetante (normalmente é empregado o cloro) com objetivo de eliminar microorganismos indesejáveis na água potável.
6) Alcalinização: Neutralização da acidez da água, desenvolvendo a alcalinidade eliminada no tratamento.
7) Fluoretação: Adição de compostos de flúor na água tratada. Os agentes utilizados atuam reduzindo a incidência de cárie dentária.

8) Distribuição: A água é distribuída por meio de canalizações. O sistema é constituído por reservatórios, redes de condução e estações de bombeamento.

Biografia:
www.uniagua.org.br/
http://pt.wikipedia.og/wiki/Qu%C3%ADmico
www.geocities.com/~esabio/agua/agua.htm

Monday, September 19, 2005

Momentos de descontração!!!!!!!


Alunos e professor num momento descontraído!!!!!!!

Friday, September 09, 2005

Dica do professor:


Abaixo seguem algumas dicas do professor para os alunos iniciarem suas pesquisas. Lembro que não serão aceitas “colagens” de sites da internet. Se for usado o famoso recurso do “Ctrl+c” + “Ctrl+v”, o aluno deverá citar o site do qual foi retirada a informação. A citação correta, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, deve ser conforme o exemplo a seguir:
(FONTE: Disponível em: <http://www.goretti-vila301.blogspot.com/>. Acesso em: 09/09/2005.).

Insisto que não deverá haver "abuso" de colagens da internet, sujeito a um "0" (zero).

Agora seguem as dicas do professor sobre as pesquisas e temas...

  • Sobre a temática “O Comércio”, sugiro o site oficial do “Banco Central do Brasil”, onde há um interessante histórico da moeda. http://www.bcb.gov.br/?ORIGEMOEDA

  • Para aquele que irá escrever sobre biopirataria: Há o site da Embrapa (link em nosso BLOG), que traz algumas informações e leis a respeito dessa temática...